Our ever heating, changing, planet is becoming an increasingly risky and sometimes deadly place for us to live. Those who have done least to fuel the crisis are the worst affected, compounding inequality and injustice. What we’re living in is a climate emergency.
Here’s what you can do to survive extreme heat
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If you’re lucky enough to have it, drink plenty of water
Even when you don’t feel thirsty, drink plenty of water. Your body needs water to keep cool. Alcohol, tea, coffee, and sugary drinks or sodas can make dehydration worse so try to limit consumption. Eat small snacks, rather than large meals. If you can choose fruit, salad, and non-meat and dairy options, do it (of course, because industrial animal agriculture is one of the main driving forces behind the climate crisis that we’re facing right now). If you have pets (particularly those in fur), ensure they have easy access to cool water and have plenty of shade if outside.
Water shortages in Brazil. -
Slow down
Avoid strenuous activity (unless it’s peacefully protesting the climate breakdown). When the body heats too quickly to cool itself safely, or when you lose too much fluid or salt by sweating, your body temperature rises and heat-related illness may develop. Slow down in the way humanity needs to slow down consumption in order to get out of this mess.
A monkey in Beijing Zoo when temperatures reached 42ºC © Greenpeace / Natalie Behring -
Stay cool
Stay indoors if you can. Close your blinds or curtains in the morning to keep the house cool. Use a fan, ideally running on green energy. Take cold showers, or use a damp cloth to cool off. If you need to go outside, stay in the shade. Find a tree. If you can’t find one, plant one. If you can’t plant one, join the fight to protect the forests we have. Trees make cities cooler and capture and store the carbon that is likely exacerbating the heatwave you’re in.
Sitting in the shade of the coconut trees. © Veejay Villafranca / Greenpeace -
Dress for the heat
Wear light airy clothing made from natural fibres, and stay away from fast fashion disposable clothes that pollute waterways. Put on a hat or use an umbrella, wear sunscreen, and take water with you to avoid single-use plastic.
The opposite of how to dress in a heatwave. © Greenpeace / Gerda Horneman -
Get connected and stay connected
Check on people who are especially vulnerable. If you’re one of them, make sure there’s someone who can help you if you need assistance or feel unwell. Your support network could be family, friends, workmates, and neighbours. Follow weather forecasts and listen to public radio for warnings, to avoid the worst. Write down your important numbers. In every corner of the planet, we’re all in this together. Join in the global fight against climate change.
Organised demonstrations are a great place to meet people. © Masaya Noda / Greenpeace -
Get organised to survive
Talk to your doctor if you feel concerned about heat impacts. Look at the things you can do to make your home cooler such as installing awnings or shade cloths. Stock up on supplies you might need. Share them, if you can. Join an organisation that’s working on stopping the climate crisis. Organise a local group. Rally outside your local halls of power. We need everyone to organise if we’re going to stop this. This isn’t just about protecting yourself, it’s about protecting everyone.
School strikers in Berlin know! © Omer Messinger/Getty Images -
Reconsider the need to drive
Not only are cars dependent on air-polluting fossil fuels, they can become dangerous hot boxes. The temperature inside a parked vehicle can rapidly rise to a dangerous level for children, pets and even adults. Never leave a child or an animal in a hot car, because they could die. If possible, we recommend that you ditch your car altogether and use public transport instead.
New Delhi, India, campaigning for clean, healthy air. © Vishal Kumar / ChangeMakers -
Promote solutions
Plant trees to cool your streets, and plant flowers to save bees. The only way we can really survive is if we keep shifting our communities towards more sustainable futures. Whether it be eating more local plant-based foods, avoiding plastic and recycling, or organising a local action group to advocate for renewable energy, there are so many things you can do to help cool the planet.
Celebrating International Day of Forests in Jakarta © Jurnasyanto Sukarno / Greenpeace -
Stay calm and be hopeful
The climate breakdown is scary for everyone, but there’s still hope! There are plenty of examples of how people created disruptive change within a short amount of time. If you’re able to make changes you’re one of the lucky ones, and what you do is a powerful act for millions of people suffering drought or food insecurity, who have limited options. Remember, whatever you’re feeling, you’re not alone. Positive change is happening, and together we have the power to make things change faster.
50,000 people demonstrating to protect the Hambach forest in Germany © Bernd Arnold / Greenpeace -
Protest, protest, protest
Challenge the fossil fuel companies who are fuelling this crisis. Challenge the industries cutting down forests and destroying our chance at turning this catastrophe around. Demand climate justice. Stand up with young people striking from school. Has your country declared a climate emergency yet? Lobby them until they do. Has your city, bank, or insurance company divested yet? Let them know that you need them to, or change to services that have. We need to start acting like our house is on fire, because it is.
School strike for climate. Fridays for Future. © Petr Zewlakk Vrabec / Greenpeace




























“É
importante a gente repassar os conhecimentos que a gente aprende para
as nossas parentes, porque nem sempre nós, mulheres, temos esta
oportunidade, esta autonomia de sair da aldeia e participar de
discussões como essa. As mulheres têm seu próprio conhecimento e elas
também nasceram pra lutar. Então, é preciso que a gente esteja junto
com os homens, defendendo nossa cultura, que está ameaçada. O jabuti,
por exemplo, tá em extinção. O mutum também. Raramente a gente vê estes
bichos. E isso é muito triste. No ano passado, fizemos uma roça de
mandioca. Mas foi um ano perdido porque o inverno foi muito longo e
perdemos a colheita toda. Por isso é importante respeitar os territórios
indígenas, porque a gente preserva a terra e a água”.
“Nós,
mulheres, somos as primeiras a sentir e observar os impactos e as
mudanças relacionadas ao clima no nosso cotidiano porque temos uma
relação especial com a natureza e o território. Somos nós também que
guardamos as sementes e passamos estes e outros conhecimentos para as
novas gerações. Inclusive os diferentes modos de fazer a proteção
territorial. A gente precisa se adaptar mais à natureza e não intervir
tanto, fazendo grandes desmatamentos, mudando as paisagens, construindo
barragens, estradas. E não percebemos o quanto isso é ruim pra nossa
própria existência. Nós, indígenas, tiramos da natureza tudo o que
precisamos pra comer, pra viver e pra estar lá. Se isso faltar, a gente
passa a não existir mais porque a nossa relação é um todo, não é em
partes. Nós somos só um, que estamos lá naquele conjunto maior. Não
estamos fora da natureza”.
“São
muitos os impactos que a gente sente nas aldeias devido ao avanço das
mudanças climáticas. Hoje, não tem mais peixe suficiente nos rios pro
consumo do povo indígena. A gente não sabe mais quando começa e nem
quando termina o inverno. As enchentes que acontecem agora não eram tão
comuns antes. As nossas plantações não são mais abundantes como eram. O
garimpo ilegal nos Yanomami, por exemplo, já contaminou muitos indígenas
com mercúrio… E tudo isso nos deixa muito tristes porque nós cuidamos e
protegemos nossos territórios. Não só pra nós, mas pra todos os
brasileiros. Estamos estudando e cada vez mais entendendo as causas das
mudanças climáticas, como os combustíveis fósseis, a pecuária, o
desmatamento, a mineração, as hidrelétricas. Todas as graves alterações
no clima são causadas pelas ações humanas. Todo este desequilíbrio.
Seria importante que estas pessoas que estão destruindo a natureza, se
sensibilizassem, de verdade, porque não podemos viver sem a natureza”.
“As
mulheres sentem muito mais as mudanças climáticas, na aldeia, na roça. E
tudo tem mudado muito rapidamente. Antes, em abril, já tinha passado a
chuva. Hoje, chove até julho. Não sabemos mais quando vai começar nem
quando vai parar de chover. A gente fica perdido. Não sabe quando deve
começar a fazer a roça. E quando a gente fala de clima, a gente fala de
proteção do território, a gente fala de Bem Viver. Tá tudo interligado.
Quando a gente tá no mato, a gente sente a energia da mata, da floresta.
É muito forte e muito bom. Por isso que a gente tem que preservar. Sem
esse conhecimento a gente não vive. E isso é passado de geração pra
geração. Sem floresta, a gente não tem vida. É nossa casa, nossa
história, nossa origem… Tudo depende da floresta. Os não indígenas não
têm esta ligação com a natureza. Acham que o capitalismo, os
empreendimentos, o dinheiro é vida. Mas não é! Sem água, como vamos
viver? E o que é mais vital, tá tudo sendo ameaçado, destruído, todo
dia”.
“As
mudanças climáticas são como um anúncio de um período ainda mais
drástico, com secas e enchentes, alterações severas que exigem conversas
e cuidados de nós, mulheres, pra lidar com estes danos. E as mudanças
climáticas são causadas pela ação das pessoas e por este plano de
progresso, que dizem que é um progresso econômico, mas é um grande
regresso em relação aos direitos humanos, à proteção ambiental e,
principalmente, à nossa própria existência e modo de vida. É claro que
as políticas públicas que não protegem e não respeitam o meio ambiente,
que só priorizam o viés econômico e o lucro, vão aumentar cada vez mais
as mudanças climáticas, e causar mais destruição e desmatamento. O atual
governo Bolsonaro é totalmente alinhado com o que aumenta as mudanças
climáticas, como as mineradoras, a indústria madeireira, as
monoculturas, o agronegócio. Por isso lutamos contra este modelo de
destruição, que se baseia na exploração dos recursos naturais. No
Brasil, a maior causa das mudanças climáticas é o desmatamento e a
degradação ambiental, que inclui os incêndios. Precisamos pressionar o
governo para fazer políticas que protegem o meio ambiente, o que não
acontece hoje. Por isso temos uma guerra, uma briga grande aí, e estamos
na mira dos assassinatos, das ameaças, da criminalização, porque
estamos lutando com forças poderosas econômicas e políticas”.
“Estamos
mostrando o nosso olhar sobre como as mudanças climáticas impactam
diretamente nossa aldeia, na saúde, na cultura e na produção. Isso
reflete também em mudanças no nosso modo de vida. Tivemos um incêndio
muito grande na TI Arariboia, que destruiu mais de 60% da floresta, em
2015. De lá pra cá todo ano acontece incêndio. Isso leva nossas caças,
nossos pássaros, e quando vamos fazer a Festa da Menina Moça, já não
encontramos mais as caças que precisamos pra realizar a festa. E por que
o incêndio entrou? Porque houve desmatamento, teve exploração de
madeira. Isso impacta nossa cultura. Nossas roças também não produzem
como antes porque a terra tá queimada, o solo não produz. E o calor… a
gente sente que o sol tá muito mais próximo de nós que antes. Nossos
rios estão secando. O não indígena fez carvoaria na nascente do Rio
Buruticupu e ele tá muito fraco agora. E, pra nós, o rio é sagrado. Não é
só pra beber que a gente pega água, não é só pra pescar. Ali vive outro
povo, Encantado, que depende de nós. O nosso contato com o povo
Encantado depende da água. E não queremos perder o que a gente tem de
sagrado. Com a diminuição da produção na roça, a comunidade tem que
comprar alimentos industrializados na cidade. Hoje temos muito mais
hipertensos, temos problemas cardíacos, muitos casos de diabete. São
doenças não tratadas por nós, causadas pelos alimentos industrializados e
pelo contato direto com o mundo externo. Tem doenças que o pajé cura,
mas câncer o pajé não cura”.



