Durante reunião da ONU com líderes do mundo todo, Greenpeace levou animais marinhos para chamar atenção à necessidade urgente de um tratado global para o alto-mar.

Ativistas do Greenpeace levaram uma tartaruga-marinha gigante para a frente da ONU, em Nova York. © Stephanie Keith
O objetivo é que o tratado proteja as chamadas “águas internacionais”, ou “alto-mar”, que cobrem dois terços da Terra, mas não pertencem a nenhum país. Apenas 1% dessas águas são protegidas atualmente.
Segundo Sandra Schoettner, porta-voz do Greenpeace Alemanha que estava em Nova York, não é exagero dizer que a reunião é um marco histórico. “É urgente que os governantes criem um tratado que nos permita ter uma rede de santuários marinhos ao redor do mundo”, disse.
O Tratado Global para os Oceanos é crucial porque hoje não existe nenhuma lei mundial que proteja a maior parte das águas internacionais. Existem apenas normas sobre a forma como exploramos os recursos nelas. O resultado disso é que os oceanos estão agora no seu limite, ameaçados pela sobrepesca, poluição e mudanças climáticas.
“O alto-mar pertence a todos nós, mas
se não agirmos logo, perderemos habitats vitais e espécies que nem
tivemos tempo de conhecer. Os líderes mundiais devem mostrar sua visão
para alcançar a meta de proteger 30% dos oceanos até 2030. E isso só é
possível com um tratado que estabeleça proteção real para essas águas e
nos permita criar uma rede de santuários”, ressalta Sandra Schoettner.Um dos exemplos de santuários que deve ser criado é o do Oceano Antártico. Desde janeiro deste ano, nós do Greenpeace estamos trabalhando para que as águas da Antártida sejam protegidas da pesca predatória que a ameaça.
Mais de 1,8 milhão de pessoas assinaram a petição defendendo esse santuário. Se você não faz parte desse movimento, ainda dá tempo!
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