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O cultivo da soja é um dos grandes vilões das emissões de gases do efeito estufa. © Maria Feck / Greenpeace
Os ativistas também exibiram banners com mensagens contra a destruição florestal e pelo clima no porto da cidade alemã.
De acordo com dados da Trase, 85% da soja que sai do porto de Cotegipe no Brasil e é exportada por navios como o Hiroshima Star vêm do Cerrado, região considerada a caixa d’água brasileira e lar de milhares de espécies animais e vegetais.
“Mais de metade do Cerrado já foi destruído, principalmente por conta da agropecuária. As empresas precisam urgentemente parar com o desmatamento em suas cadeias, porque isso está causando a crise climática do planeta, destruindo o meio ambiente e ameaçando as comunidades que vivem na região”, afirma Rômulo Batista, da Campanha da Amazônia do Greenpeace Brasil.
A ação do Greenpeace acontece enquanto o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) se reúne em Genebra, na Suíça, para debater sobre uso da terra e produção de alimentos. De acordo com o IPCC, questões relacionadas ao uso da terra, como desmatamento e agricultura industrial, são responsáveis por cerca de um quarto da emissão de gases do efeito estufa provocados pela ação humana. O cultivo em grande escala de soja, usada principalmente para ração animal, é um dos grandes vilões das emissões.
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Protestamos
no porto de Brake, na Alemanha, contra a importação de soja brasileira
contaminada com desmatamento. © Daniel Müller / Greenpeace
“O atual governo brasileiro vem dando provas de que não vai fazer nada para coibir a destruição da Amazônia e do Cerrado. Cabe então às empresas e aos governos de países que importam soja brasileira, mais do que nunca, exigir que esses grãos sejam livres de desmatamento”, diz Rômulo.
Precisamos reduzir o consumo mundial de carne pela metade até 2050, se quisermos limitar o aquecimento global a 1,5 grau Celsius. Um relatório recente mostra que a produção de soja no Brasil mais do que quadruplicou nas duas últimas décadas, à medida que o consumo global de carne cresceu. A agricultura industrial é responsável por dois terços da destruição florestal na América do Sul.
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