Com mais de 30 anos de Greenpeace, nova Diretora Executiva
Internacional visita o escritório brasileiro e o lar ameaçado dos
Munduruku à beira do Rio Tapajós
O Greenpeace Brasil recebe, do dia 4 até o dia 13, uma das duas Diretoras Executivas Internacionais da organização, Ann Mary McDiarmid. Mais conhecida como Bunny, sua presença, além de inspiradora – afinal, são mais de 30 anos de casa –, é uma oportunidade de alavancar globalmente a campanha pela proteção da Amazônia, do Rio Tapajós e do povo indígena Munduruku.
Trata-se de um momento muito importante para mobilizar e engajar pessoas ao redor do mundo inteiro pela proteção da maior floresta tropical do planeta. É uma demonstração de reconhecimento global da importância da preservação da Amazônia.
Em sua vinda, a nova diretora visitará os escritórios do Greenpeace em São Paulo, Brasília e Manaus, além de ficar alguns dias na Terra Indígena Sawré Muybu, do povo Munduruku, que está ameaçada pela construção da Hidrelétrica de São Luiz do Tapajós. A obra barraria o Rio Tapajós, alagando parte do território Munduruku, o que pode levar à destruição da cultura e do modo de vida de cerca de 13 mil índios, alem de ameaçar diversas espécies de animais e plantas.
Leia mais:
- São Luiz do Tapajós: uma tragédia para a biodiversidade
- Protegendo a Amazônia: lado a lado com os Munduruku na luta por seu território
Três décadas de ativismo
A neozelandesa Bunny tem história no Greenpeace. São mais de 30 anos servindo a organização em diferentes cargos e funções, desde marinheira nos deques dos navios até líder de campanhas internacionais. Em 1985, foi testemunha do ataque à bomba ao Rainbow Warrior, navio do Greenpeace, realizado pelo Serviço Secreto Francês, que resultou no naufrágio da embarcação e na morte do fotógrafo português Fernando Pereira.
Tripulação do Rainbow Warrior em 1985, antes do ataque
francês. No sentido horário, a partir da parte superior central: Lloyd
Anderson (de bandana e óculos), Henk Haazen, a marinheira Bunny
McDiarmid, o capitão Peter Willcox, Martini Gotje, Grace O'Sullivan,
Bene Hoffmann, Davey Edward, Nathalie Mestre, Hanne Sorensen e o médico
Andy Biedermann
Bunny defende que uma liderança compartilhada não se resume apenas ao fato de dividir o mesmo cargo. “Esse arranjo é um reflexo da evolução que o Greenpeace passa: tudo se resume a compartilhar, globalmente, o poder, a responsabilidade, o desafio de crescer, de se tornar o melhor que podemos nesse momento de ameaça ambiental”.
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