Tuesday, August 11, 2015

Ganhamos mais tempo para opinar na licitação


 terça-feira, 11 de agosto de 2015 Ação do Greenpeace em frente à Prefeitura de São Paulo, pedindo prorrogação do prazo de consulta pública da licitação do novo sistema de transportes da cidade (©Rogério Assis/Greenpeace)

 Após pressão do Greenpeace e de entidades parceiras, o prazo para consulta popular da licitação do novo sistema de transporte paulistano foi reaberto até o dia 31 de agosto, em reunião realizada hoje entre as quatro organizações, a rede Butantã e o secretário Jilmar Tatto (Transportes) na Secretaria Municipal de Transportes de São Paulo.
Durante o evento, foi acordado ainda que haverá uma reunião extraordinária e aberta ao público no Conselho Municipal de Transportes e Trânsito no dia 20 de agosto, para discutir o edital da licitação. Além disso, o SPTrans irá disponibilizar técnicos para solucionar dúvidas das organizações e da sociedade quanto ao texto da licitação em uma câmara temática, cuja data ficou em aberto.
“Ainda que o prazo não tenha sido estendido para sessenta dias, conforme nossa recomendação, a realização da reunião pública e a oportunidade de debater os pontos da licitação com os técnicos da SPTrans são uma vitória para a sociedade”, avalia Vitor Leal, da campanha de Clima e Energia do Greenpeace. “Agora, precisamos nos concentrar para – em conjunto com a população – aprofundar a discussão sobre o que queremos para o transporte da cidade nos próximos 20 anos, tendo em mente que o tempo ainda é curto e há muito a ser decidido”, completa.
O novo prazo termina no dia 31, e é fundamental que a população participe das discussões, em especial da reunião do dia 20 de agosto, além de protocolar suas demandas na Secretaria Municipal de Transportes.

Monday, August 10, 2015

O busão passou e você não opinou



 segunda-feira, 10 de agosto de 2015 Greenpeace pede ao prefeito Haddad para prorrogar prazo de consulta pública em licitação de novo sistema de ônibus da capital paulista (Foto: Rogério Assis/Greenpeace)

 Hoje (10/08), o Greenpeace levou uma mensagem em forma de ônibus ao prefeito de São Paulo, solicitando extensão do tempo de consulta popular para a maior licitação de transportes da América Latina, no valor de R$140 bilhões.
O prazo inicial estabelecido para a sociedade opinar sobre o futuro do sistema de ônibus de São Paulo foi de 30 dias corridos. Seria necessário ler as 5 mil páginas dos editais da licitação publicados pela Prefeitura há um mês em um ritmo de uma página a cada dois minutos, se levarmos em conta as 8 horas diárias dos 22 dias úteis disponíveis.
Mesmo tendo se debruçado sobre o documento e preparado suas recomendações em relação aos impactos ambientais, o Greenpeace acredita que a cidade deve ser planejada por pessoas e para pessoas. Por isso,  a organização realizou uma ação em frente ao prédio da Prefeitura nesta segunda-feira (10/08) pedindo prorrogação do prazo estabelecido para consulta popular e a realização audiências públicas, para que a sociedade possa participar efetivamente dessa decisão. Uma mensagem em forma de ônibus na frente da sede da Prefeitura exigia:
O povo quer entrar no busão da licitação
#ProrrogaHaddad


 
domingo, 9 de agosto de 2015 Anúncio publicado na Folha de São Paulo, pelo Greenpeace e parceiros, para garantir a participação da sociedade no processo de licitação pública 

 Em uma aliança com IDEC, IEMA e Rede Nossa São Paulo, o Greenpeace protocolou uma carta com a mesma solicitação, na última quinta-feira (06/08), junto à Secretaria Municipal de Transportes. Além disso, em conjunto com organizações e movimentos (APE – Estudos em Mobilidade, Ciclocidade, #CicloviaNaPeriferia, CicloZN, Engajamundo, Idec, Minha Sampa e Transporte Ativo) o Greenpeace publicou anúncio no jornal Folha de São Paulo neste domingo (09/08) com o mesmo objetivo. 
Ajude-nos a pressionar o prefeito para nos dar mais tempo para pensar sobre o transporte que queremos para a nossa cidade: http://bit.ly/prorrogahaddad.
Compartilhe a ação nas redes sociais e participe: nossa pressão é o caminho da mudança.

Entre você também no busão da Licitação

 
 segunda-feira, 10 de agosto de 2015 O transporte público de São Paulo vai mudar – e você não opinou! (©Greenpeace/Caio Paganotti) 

 Greenpeace instala ônibus em frente à Prefeitura de São Paulo nesta segunda-feira (10/09), pedindo pela prorrogação do prazo para a sociedade opinar sobre o edital da maior licitação de transportes da América Latina, no valor de R$140 bilhões  
Hoje é o último dia para a população se manifestar sobre o futuro do transporte público em São Paulo nos próximos vinte anos. As mudanças previstas para o sistema de ônibus estão em edital publicado pela Prefeitura no dia 09 de julho, um documento com 5.000 páginas que teve apenas 30 dias de prazo para ser digerido pelos cidadãos. Trabalhando oito horas ininterruptas durante os 22 dias úteis do prazo de consulta pública, uma pessoa precisaria ler uma página a cada dois minutos.
Imagine a quantidade de oportunidades relacionadas ao meio ambiente perdidas nessas páginas, como uso de combustíveis fósseis, emissão de poluentes locais, geração de energia solar nos terminais e integração com outros modos de transporte não-poluentes. O Greenpeace se debruçou sobre o documento e trabalhou em um posicionamento, mas acredita que o assunto deve ser amplamente debatido com a população.
Por isso, com o objetivo de prorrogar o prazo de consulta pública a fim de ter tempo de, junto com parceiros e com a sociedade civil, sugerir alterações na Licitação de Ônibus de São Paulo, o Greenpeace faz uma ação nesta segunda-feira, 10 de agosto, em frente à Prefeitura de São Paulo. Uma mensagem em forma de ônibus na frente da sede da Prefeitura exige:
O povo quer entrar no busão da licitação
#ProrrogaHaddad

Com essa ação, o Greenpeace pede ao prefeito Fernando Haddad a prorrogação do prazo de consulta pública do edital da licitação de transportes de São Paulo e a realização de audiências públicas descentralizadas sobre o tema.
Ajude-nos a pressionar o prefeito para nos dar mais tempo para pensar sobre o transporte que queremos para a nossa cidade: http://bit.ly/prorrogahaddad.
Acompanhe a ação neste 10 de agosto nas redes sociais e participe: nossa pressão é o caminho da mudança.
Leia carta protocolada pelo Greenpeace, IDEC, IEMA e Rede Nossa São Paulo, na quinta-feira (06/08), junto à Secretaria Municipal de Transportes.

Friday, August 7, 2015

Prefeitura corre com edital bilionário sem ouvir sociedade



sexta-feira, 7 de agosto de 2015 Terminal de ônibus em São Paulo (Foto: Greenpeace/Caio Paganotti)
 
  Organizações cobram extensão do prazo de trinta dias destinado para a sociedade se manifestar sobre o edital da maior licitação de transportes da América Latina, com custo estimado de R$ 140 bi e mais de 5.000 páginas
Greenpeace, IDEC (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), IEMA (Instituto Energia e Meio Ambiente) e Rede Nossa São Paulo protocolara, nesta quinta (06/08), uma carta junto à Secretaria Municipal de Transportes demandando a prorrogação do prazo de consulta pública do edital da licitação de transportes de São Paulo e a realização de audiências públicas descentralizadas sobre o tema. A intenção das organizações é garantir a efetiva participação da sociedade no processo que definirá os moldes do transporte por ônibus na capital por pelo menos vinte anos.
Os editais de licitação foram publicados pela Prefeitura no dia 09 de julho e se referem a três grandes blocos do sistema de transporte: articulação, distribuição e estrutural. Estima-se que o conjunto de editais seja responsável pelo deslocamento de 10 milhões de passageiros por dia em quase 13 mil ônibus. A licitação estava prevista para acontecer em 2013, mas foi adiada após as manifestações de junho daquele ano, referentes justamente ao aumento das tarifas de transporte.
Leia carta na íntegra aqui
"Entendemos que essa licitação oferece oportunidades de longo prazo para transformação da cidade e do nosso modelo de mobilidade para que seja mais justo, saudável e sustentável, e também melhor para os usuários", disse Renata Amaral, do Idec. "Entretanto, não é aceitável que o processo seja feito assim às pressas, sem uma consulta ampla e efetiva com a maior parte interessada neste tema: a população."
Pelo cálculo das organizações, trabalhando oito horas ininterruptas durante os 22 dias úteis do prazo de consulta pública, seria preciso ler uma página a cada dois minutos para dar conta do volume de informação. "Temos o potencial de começar a construção da São Paulo que desejamos, com uma rede de transportes limpa, eficiente e de qualidade, que respeite os usuários e reduza o tempo de viagem, levando centenas de milhares de pessoas a optar por deixar seus carros em casa e promovendo uma cidade mais humana. Mas pra isso a sociedade tem que ser ouvida", afirmou Vitor Leal, do Greenpeace.
Em entrevista no início desta semana, o prefeito Fernando Haddad afirmou que as medidas adotadas por sua gestão são extensamente debatidas e que a mídia, por outro lado, não estabelece a discussão de maneira democrática. "Por também sermos a favor de uma discussão democrática sobre as questões fundamentais da cidade, estamos pedindo ampliação no prazo e realização de audiências públicas", complementa Vitor. "Se a intenção é realmente receber contribuições e agir com transparência sobre esse tema-chave, será preciso muito mais do que trinta dias”, arremata Renata.
As organizações aguardam o posicionamento da Secretaria. O prazo para a consulta pública, até o momento, encerra-se na segunda-feira, 10 de agosto. Amanhã, 7 de agosto, a Frente Parlamentar pela Sustentabilidade promove reunião extraordinária para discutir a licitação de transportes, das 11h às 13h, na Sala Sérgio Vieira de Mello, na Câmara Municipal de São Paulo.

Thursday, August 6, 2015

Por uma São Paulo feita para pessoas

Junte-se a nós na corrida e caminhada pela preservação do Parque dos Búfalos, no Jardim Apura, São Paulo, realizada neste domingo, dia 09
 
(Divulgação)

O Parque dos Búfalos, envolto por muros grafitados e repleto de trilhas, guarda resquícios de Mata Atlântica e ao menos oito  nascentes de água. O terreno, entre os bairros do Jardim Apura e Santa Amélia, na zona sul de São Paulo, foi nomeado parque pela população de seu entorno por ser uma área verde em meio à poluída represa Billings, além de ponto de encontro e lazer de moradores que carecem de serviços culturais e recreativos.
Em 2012, a área pertencente ao parque foi declarada de utilidade pública. Porém, no ano seguinte, o prefeito Fernando Haddad revogou a lei para levar adiante a construção de 3.800 moradias populares no local. Desde então, há um movimento que luta para que essas moradias sejam transferidas para outro local, e para que o parque seja preservado e reconhecido como tal.
A urbanização e outras atividade humanas, se feitas em locais inadequados, podem  prejudicar os mananciais. A construção de moradias no Parque dos Búfalos, à beira da represa Billings, causará desmatamento, impermeabilização do solo e assoreamento de nascentes, gerando impacto na qualidade e quantidade de água que essas nascentes produzem Em plena crise hídrica, essas questões devem ser mais relevantes do que nunca para que decisões sejam tomadas.
Não há escolha a ser feita entre moradia e meio ambiente, porque os dois são direitos humanos que devem ter prioridade conjunta. A área de um parque com nascentes ao redor de um manancial poluído deve ser resguardada para a função que ela já exerce: espaço cultural e área preservada. A falta de água e impossibilidade de recuperação de mananciais poluídos é consequência do descaso com nascentes e florestas – ingredientes essenciais para garantir o abastecimento de água. Sem floresta não tem água.
Tão importante quanto, as moradias populares devem estar em locais com acesso a serviços sociais, transporte e emprego, sendo igualmente priorizadas pelo poder público. É importante destacar que, em São Paulo, existem outras áreas mais adequadas para a construção de moradias populares, sem mencionar o fato de São Paulo possuir imóveis vazios que poderiam abrigar parte da população sem  moradia, por meio de políticas públicas adequadas.
Apenas com esses dois direitos garantidos, as cidades serão feitas de fato para pessoas. Não devemos optar entre direitos ambientais e sociais, pois o detrimento  de um leva ao prejuízo de outro. Devemos e podemos escolher moradia e meio ambiente.
Faça parte dessa mudança, assine a petição pela permanência do Parque dos Búfalos.    Saiba mais aqui. 

Hiroshima e Nagasaki: lembrar o poder da paz


 Menina japonesa pede um mundo "Sem Guerras" durante protesto contra conflito entre Estados Unidos e Iraque (©Greenpeace/Jeremy Sutton-Hibbert)

Há exatos setenta anos, as primeiras bombas atômicas do mundo foram lançadas sobre as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki, criando o que depois ficou conhecido como uma "nuvem de cogumelo" e matando mais de 450 mil pessoas. O horror desses bombardeamentos foi uma memória eterna para os sobreviventes, ficou impresso na consciência de pessoas ao redor do mundo e foi um lembrete que impediu a continuação de uso de armas nucleares em guerras.
Dando um salto no tempo e avançando para o ano de 2011, um terremoto provocou um tsunami que atingiu o norte do Japão e que, por sua vez, causou o desastre nuclear de Fukushima. O pior acidente nuclear desde Chernobyl, em 1986, forçou dezenas de milhares de pessoas que viviam dentro de um raio de 20 km a evacuarem. Estas pessoas se encontraram sem meios de sobrevivência e vilas inteiras foram transformadas em cidades fantasmas.
Apesar dos esforços do governo japonês para descontarminar a região, investigações do Greenpeace Japão apontam que os níveis de radiação ainda permanecem elevadas. O bairro de Iitate, ao norte da prefeitura de Fukushima, é um dos mais afetados e as pessoas evacuadas não podem voltar para suas casas com segurança.
No entanto, o governo japonês quer forçar a população a retornar às suas casas e anunciou uma "política de retorno forçado" até março de 2017 e o fim das compensações financeiras para aqueles que foram atingidos pelo desastre até 2018. Além disso, o atual governo Abe alterou a pacífica Constituição japonesa que foi adotada logo após a II Guerra Mundial para permitir que as tropas japonesas participem de lutas armadas.
Nós conhecemos as consequências da guerra. Nós já vimos os 'efeitos nucleares'. O Greenpeace acredita que a paz é a melhor forma de se defender, e que a guerra é a maior ameaça para o ambiente. O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, deve prometer "nenhuma guerra e a paz duradoura" para homenagear o 70º aniversário dos bombardeios à Hiroshima e Nagasaki e, ainda mais importante, deve deixar um mundo de paz para as futuras gerações.
*Junichi Sato é Diretor Executivo do Greenpeace Japão

Monday, August 3, 2015

Obama anuncia Plano de Energia Limpa

Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos anuncia objetivo de reduzir 32% de suas emissões até 2030. Greenpeace estima que o País poderia ter meta de 40% para 2025.
A Agência de Proteção Ambiental (EPA) dos Estados Unidos anunciou, hoje, o ‘Clean Power Plan’ (Plano de Energia Limpa, em tradução livre) cujo objetivo é a redução de 32% das emissões de gases de efeito estufa das usinas de energia em todo o País até 2030, tendo como base 2005. “O presidente Obama dá sinais de que quer mais ambição no combate aos combustíveis fósseis e às mudanças climáticas, no entanto quase metade do prometido já foi atingido”, afirma Pedro Telles, da campanha de Clima e Energia do Greenpeace Brasil. “Além disso, cálculos do Greenpeace indicam que uma queda de 40% poderia acontecer até 2025.”
Se a administração do presidente Obama quer de fato deixar um legado positivo nas negociações climáticas e um planeta habitável para as próximas gerações, ele deve impedir a extração de novos combustíveis fósseis e a perfuração de petróleo no Ártico. Na semana passada, ativistas permaneceram pendurados em uma ponte e em caiaques durante 40 horas bloqueando um navio quebra-gelo da Shell que estava a caminho do Ártico para iniciar as perfurações.
“Obama precisa mostrar que tem tanta coragem quanto nossos ativistas e que vai manter o petróleo do Ártico no subsolo e intocado. Foi o próprio presidente que lembrou que nossos filhos vão perguntar: ‘nós fizemos tudo o que podíamos quando tivemos a oportunidade de lidar com este problema?’”, diz Annie Leonard, diretora-executiva do Greenpeace Estados Unidos.
O lançamento do Clean Power Plan é um indicativo de que Obama quer consolidar suas ações em relação às mudanças climáticas. “Mas até que ele tome medidas para garantir que as reservas de combustíveis fósseis não serão exploradas, seu legado é tão vulnerável como uma camada de gelo do Ártico”, continua Leonard. Além disso, o presidente deve usar sua liderança para mostrar que os Estados Unidos não vão apenas participar da Conferência do Clima ao final do ano, em Paris, mas que vai tomar atitudes ambiciosas e encorajar todos os países a fazerem o mesmo.